Seminário Internacional Gentrificação: Medir, Prevenir, Enfrentar

Divulgamos o Seminário Internacional Gentrificação: Medir, Prevenir, Enfrentar, promovido pelo OUTROS – Laboratório para Outros Urbanismos, da FAU/USP, de 11 a 13 de dezembro de 2018.

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Conceituação

De tempos em tempos alguma palavra fica na moda no debate sobre as cidades. Sem dúvida gentrificação é um desses termos. Não há debate sobre as cidades e suas áreas centrais em que ele não apareça de alguma forma. Justamente por isso devemos ter cuidado ao falar de gentrificação, principalmente para o caso brasileiro: o que queremos dizer quando falamos nisso? Em que medida ela ocorre atualmente? Sobretudo, em que termos a ideia de gentrificação nos ajuda (ou atrapalha) a entender o que está em jogo nas cidades brasileiras atualmente?

Tais questões se combinam com uma agenda multi e interdisciplinar da rede de pesquisadores(as) Propriedades em Transformação [http://propertiesintransformation.org/], cujo objetivo é combinar esforços teóricos e empíricos que busquem compreender como, por quais mecanismos e com quais conseqüências se dão as transformações das propriedades no Brasil. Em um contexto em que o país passa por um momento histórico e político em que as estruturas da propriedade se submetem cada vez mais a dinâmicas globais, tais como os processos de financeirização, compreender e reverter processos de gentrificação ganha extrema relevância.

Olhando para o caso das grandes cidades brasileiras na contemporaneidade, duas questões relevantes emergem: a necessidade de qualificar e quantificar a gentrificação [Eixo temático 1], e o desafio de superar a simples enunciação do problema, e pensar em estratégias de ação destinadas a estancar, a prevenir ou a reverter tais processos [Eixo temático 2].

Convidados Internacionais: Sandra Annunziata (University of Roma Tre), Tomaso Ferrando (University of Bristol), Pedro Jardim (Creative Footprint Forum), Victor Delgadillo (Universidad Autónoma de la Ciudad de México), Amanda Huron (University of the District of Columbia), Loreta Lees (University of Leicester, via skype).

Comissão Organizadora: Bianca Tavolari (FD-USP e CEBRAP), Débora Ungaretti (FAU-USP), Flávio Prol (CEBRAP), João Carlos Kuhn (FAU-USP), José Glauco da Silva (POLI-USP), Julian Fuchs (Instituto Goethe), Karoline Andrade Barros (FAU-USP), Marília Rolemberg (USP), Patricia Oliveira (UFABC), Pedro Jardim (Creative Footprint Forum), Rebeca Lopes Cabral (FAU-USP), Renato Cymbalista (FAU-USP), Rodrigo Millan Valdes (FAU-USP), Stephanie Andrade Guerra (FAU-USP), Tania Knapp da Silva (FAU-USP), Tomaso Ferrando (University of Bristol Law School).

Comissão Científica: Ana Claudia Castro (FAU-USP), Beatriz Kara José (SENAC), Flávio Marques Prol (CEBRAP), Guilherme Wisnik (FAU-USP), Joana Mello (FAU-USP), João Whitaker (FAU-USP), Kazuo Nakano (UNIFESP), Marina Grinover (FAAP/FAU-USP), Maurizio Pioletti (Politecnico de Torino), Nilce Aravecchia (FAU-USP), Renato Cymbalista (FAU-USP), Simone Gatti (FAU-USP), Suzana Pasternak (FAU-USP), Tomaso Ferrando (University of Bristol Law School).

Mais informações em: http://outrosurbanismos.fau.usp.br/2243-2/

Organização:

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Apoio:

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Nota de repúdio à agressão de uma colega por policiais militares

Recebemos com indignação a notícia da agressão de uma colega assistente de projetos sociais por dois policiais em São Bernardo do Campo/SP, na última sexta-feira 06/04, quando retornava da manifestação que ocorria no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC contra a prisão do ex-presidente Lula. Nossa colega e uma amiga foram retiradas do ônibus em que tentavam embarcar, sendo submetidas a agressões físicas, verbais e humilhações por parte das autoridades policiais.

Nós, da Social Caixa, repudiamos de maneira veemente essa agressão covarde e inaceitável, ao mesmo tempo em que manifestamos nossa solidariedade incondicional à colega agredida.

Mais que isso, exortamos todas as forças democráticas e progressistas a se organizarem a fim de combater a escalada do fascismo na sociedade brasileira, fenômeno que se expressa em acontecimentos recentes igualmente inaceitáveis, como a execução da vereadora no Rio de Janeiro Marielle Franco, entre outras lideranças populares pelo Brasil afora; e o atentado à caravana do ex-presidente Lula na região Sul, onde o comboio foi alvejado por tiros no estado do Paraná.

Fascistas, não passarão!

São Paulo, 09 de abril de 2018.

Social Caixa

Nota contra a privatização da CAIXA

A Social Caixa – Associação Nacional dos Técnicos Sociais e Assistentes de Projetos Sociais da CAIXA – vem a público manifestar-se veementemente contrária à privatização, ainda que parcial – por meio de uma abertura de capital -, da Caixa Econômica Federal.

Nos últimos dias foram veiculadas diversas notícias revelando movimentações para a privatização deste banco público.

No dia 06/10, uma reportagem do Valor Econômico[1] relatou uma reunião entre o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da CAIXA, Gilberto Occhi, para discutir o novo estatuto do banco estatal, por meio do qual seriam implantadas regras previstas na Lei das Estatais, num primeiro movimento rumo à abertura de capital.

Na segunda-feira 09/10, foi noticiado no Relatório Reservado que o governo Temer estaria tentando atrair bancos estrangeiros para participar do processo de privatização da CAIXA.

As notícias surgem em um contexto em que este governo anuncia a privatização da Eletrobrás, Casa da Moeda e Infraero, e não esconde ter os mesmos planos para os Correios[2][3].

Portanto, a CAIXA como empresa  social, executora de políticas públicas voltada à população mais necessitada, assim como as demais empresas públicas e todo o patrimônio do povo brasileiro encontram-se em risco. Esse cenário exige que cada um de nós se manifeste em defesa da CAIXA pública, pois o que está em jogo são as ferramentas de que dispomos para que o país possa desenvolver-se de maneira autônoma, com respeito ao meio ambiente e promovendo a justiça social.

Desse modo, conclamamos todos os que defendem a democracia e a soberania nacional a se somarem na luta em defesa da CAIXA, das empresas públicas, do patrimônio do povo brasileiro, das instituições democráticas e, em suma, da possibilidade da nossa gente construir o seu próprio destino!

Social Caixa

Outubro de 2017

[1] http://mobile.valor.com.br/financas/5148274/meirelles-e-occhi-discutem-novo-estatuto-da-caixa

[2] http://veja.abril.com.br/economia/governo-estuda-privatizar-correios-diz-ministro/

[3] http://painel.blogfolha.uol.com.br/2017/08/23/apos-privatizacao-da-eletrobras-governo-estuda-corte-em-plano-de-saude-dos-correios-e-pdv-na-ebc/

 

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Consulta Pública sobre o Conselho das Cidades

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Notícia do Portal Capacidades:

No período de 7 de agosto até o dia 8 de setembro de 2017 está aberta Consulta Pública sobre o Conselho Nacional das Cidades (ConCidades). Podem participar da consulta as entidades que compõem o Conselho, bem como toda a sociedade.

O objetivo é colher sugestões sobre os seguintes temas estruturantes: competências, composição, funcionamento, eleição e duração do mandato dos conselheiros para que o colegiado tenha papel de relevância no processo de desenvolvimento urbano do país e que sua finalidade seja atingida de forma plena.

A Consulta Pública está prevista na Portaria nº 495, publicada pelo Ministério das Cidades no Diário Oficial da União do dia 24/7. A Portaria pode ser acessada aqui.

Para participar basta acessar: http://www.cidades.gov.br/ultimas-noticias/5291-mcidades-realiza-consulta-publica-sobre-o-concidades.

Participe!

 

Sobre o Conselho das Cidades

Os Conselhos de Políticas Públicas são espaços formais vinculados ao poder executivo e tem por finalidade permitir a participação da sociedade na formulação, acompanhamento e monitoramento de políticas públicas.

Atualmente o Conselho das Cidades – ConCidades é um órgão colegiado, constituído por representantes do poder público e da sociedade civil. O ConCidades tem por finalidade formular, estudar e propor diretrizes para o desenvolvimento urbano e metropolitano, incluindo a integração das políticas de planejamento, ordenamento territorial e gestão do solo urbano, de habitação, saneamento ambiental, mobilidade urbana, em consonância com a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade).

O ConCidades promove o debate em torno da política urbana de forma continuada entre os segmentos que o compõem, tais como: setor empresarial; movimentos sociais; organizações não governamentais (ONGs); entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisa; entidades sindicais; e órgãos governamentais. Ele se apresenta, portanto, como espaço de diálogo e entendimento entre diferentes atores sociais que participam dos processos de tomada de decisão em torno das políticas executadas pelo Ministério das Cidades.

De forma permanente, o ConCidades acompanha e avalia a execução da política urbana nacional, e debate e propõe diretrizes para as políticas de saneamento ambiental, de habitação, de parcelamento da terra, de trânsito e mobilidade urbana. Sua atuação visa fortalecer a pauta federativa, apoiando o planejamento de desenvolvimento institucional e modernização das estruturas administrativas. Mais informações sobre o Conselho das Cidades podem ser obtidas em http://www.cidades.gov.br/conselho-das-cidades

Após treze anos da sua criação, considerando as contribuições do ConCidades na construção das políticas urbanas do país, o Ministério das Cidades entende ser necessário o aperfeiçoamento de suas atribuições, estrutura e funcionamento, de forma a torná-lo mais efetivo, transparente e com capacidade de ampliar a participação das partes interessadas.

Esta Consulta Pública busca colher sugestões da sociedade para que o colegiado consolide seu papel relevante no processo de desenvolvimento urbano do país.

Curso: Trabalho Social em Habitação de Interesse Social

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Da página do Instituto Pólis no Facebook:

O Instituto Pólis, em colaboração com o Fórum de Trabalho Social em Habitação de Interesse Social, o NEMOS* da PUC e a Editora Veras, realizará um curso sobre o Trabalho Social em Habitação de Interesse Social nas terças-feiras à noite (das 19 às 22hs), entre os dias 05 de setembro e 21 de novembro, no auditório do Instituto Pólis.

O curso tem como objetivo capacitar os profissionais da área social que atuam em programas habitacionais de urbanização, regularização fundiária e provisão habitacional, sobre a compreensão da cidade e o lugar do trabalho social, com vistas ao aprimoramento das intervenções e fortalecimento do campo de defesa do direito à cidade.

A carga horária total é de 42 horas sendo 12 aulas de 3 horas e uma atividade externa, de 6 horas, realizada no sábado 16/09.

Para saber mais sobre o curso, visite o nosso site e siga a página do evento

www.polis.org.br/histrabalhosocial

*NEMOS é o Núcleo de estudos e pesquisas sobre movimentos sociais do Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP)

Nota: Reestruturação das Filiais 2017

A Social Caixa – Associação Nacional dos Técnicos Sociais e Assistentes de Projetos Sociais da CAIXA – vem a público manifestar sua preocupação com a reestruturação das Gerências Executivas de Habitação e Governo, anunciada na data de hoje (17/07/2017).

De acordo com as informações divulgadas até o momento, haverá a extinção de 8 unidades de Governo e 7 de Habitação; enquanto 15 gerências de Governo e 11 de Habitação passarão a ter o status de representação.

Tememos o impacto de tais mudanças na qualidade do acompanhamento do Trabalho Social, componente de extrema importância na promoção das políticas públicas de Habitação de Interesse Social, Saneamento e outras atreladas aos contratos vinculados à Caixa Econômica Federal.

Manifestamos também nossa apreensão acerca dos possíveis efeitos dessa reestruturação sobre as carreiras dos Assistentes de Projetos Sociais e Técnicos Sociais, profissionais que buscam o constante aperfeiçoamento a fim de qualificar os projetos do Trabalho Social nas intervenções de Desenvolvimento Urbano e Rural, e que agora podem estar diante de um obstáculo à sua progressão nesse ramo.

De todo modo, reafirmamos nosso compromisso de defesa intransigente da CAIXA como banco público e de seu papel social.

Social Caixa

17 de julho de 2017